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Reviews by Tati

All reviews - Movies (2) - Books (2)

Até a última letra!

Posted : 8 months ago on 5 April 2009 07:09 (A review of Cartomante, A)

Machado, brilhante como só ele, consegue manter o nível de tensão e expectativa ao longo da narrativa. Nos instantes finais, a história sofre uma reviravolta surpreendente, roubando o fôlego do leitor.
Um conto sem dúvida digno de ser lido e de ser admirado!

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A hora sem estrelas

Posted : 8 months ago on 5 April 2009 07:00 (A review of A Hora da Estrela)

Sem desmerecer a autora, mas 'A Hora da Estrela' é bobo e chato. Chatíssimo. Depois de passar quase metade do livro tentando convencer o leitor de que ela não vai contar uma história impressionante, ela resolve começar a contar, mas tropeça em piedade, remorso e pena. A narradora sofre mais do que a própria Macabea, que mais parece uma alienígena retardada. Sem tempero algum, a história se desenrola em meio a cenas de estupidez e hipocrisia.
Quando se percebe que o fim está próximo, Clarice tem outra crise de "essa história não é interessante, não leia" e passa incontáveis parágrafos perturbando o leitor com a sua indecisão pueril. Pra variar, o fim de Macabea não poderia ser mais insosso, selando de vez o tédio de 'A hora da estrela'.

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Intenso e incerto

Posted : 10 months, 2 weeks ago on 21 January 2009 07:26 (A review of Love for Sale)

O Céu de Suely é o segundo longa do diretor Karim Aïnouz, que também dirigiu Madame Satã (2002). Recebeu dezenove prêmios nacionais e internacionais. O filme é baseado em um cordel que narra a história de uma moça nordestina que rifou o corpo para conseguir dinheiro para ir morar em São Paulo.
Para o produtor Walter Salles, o longa trata a respeito da necessidade que temos de nos reinventar; segundo a atriz Hermila Guedes, que interpreta a personagem principal, o filme foi feito na base da vivência e, durante a preparação para as gravações, a equipe não deixava que os atores se referissem aos personagens na terceira pessoa.
O diretor preferiu retirar a causalidade do filme o máximo possível. Tirou o que explicava demais, criou lacunas narrativas, trabalhou com elipses. Além disso, a linguagem usada oscila entre o documental e o carnal.


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Para dançar junto

Posted : 10 months, 2 weeks ago on 21 January 2009 06:52 (A review of Chega de Saudade)

Ganhador de dois troféus no Festival de Brasília por melhor roteiro e melhor direção, o filme Chega de Saudade é ambientado num salão de baile de São Paulo. Apesar do título do longa remeter à nostalgia desse tipo de festa, os personagens mostram que vão ao baile para viver o presente, ao som de Elza Soares e Marku Ribas.
Havia quem esperasse que a retratação do baile fosse entediante, enquanto a seqüência de tramas que acontecem simultaneamente no filme pudesse cansar o espectador, porém a diretora Laís Bodanzky – acompanhada do roteirista Luiz Bolognesi – explorou o lado humano e sensível dos “bailes da saudade”, abordando temas como a traição, o desejo, o amor e a solidão.
A fotografia do drama, de Walter Carvalho, que trabalhou também em Céu de Suely, merece destaque. As câmeras inserem o espectador no baile, fazendo-o passear entre os casais no meio do salão e envolvendo-o com a música do evento; os reflexos no piso encerado captam as emoções das danças por meio de detalhes furtivos. Além disso, o filme retrata a preparação para o baile, a instalação do som, a chegada dos primeiros grupos, pessoas que já se conhecem, já dançaram juntas e sabem o que esperar da noite.
O elenco de Chega de Saudade é um espetáculo à parte. Formado por atores de diferentes gerações, representam personagens ricos e complexos, que não têm medo de mostrar suas emoções. O elenco reúne talentos como Tônia Carrero – que não atuava no cinema há mais de quinze anos –, Cássia Kiss, Stepan Nercessian e Betty Faria, além dos jovens Paulo Vilhena e Maria Flor.
Outro aspecto interessante no filme de Laís Bodanzky é a ausência de heróis e anti-heróis; cada personagem representa uma figura típica dos salões, isto é, todos são protagonistas no filme, todos têm seu espaço. Um dos frequentadores que chama a atenção é o personagem Eudes, interpretado por Stepan Nercessian, que esbanja charme para Marici (Cássia Kiss), enquanto também tenta seduzir Bel (Maria Flor).
Com uma trama envolvente, elenco soberano e um trabalho impecável da fotografia, o filme mescla comédia e drama em uma intensa noite paulistana. Os espectadores são agraciados com um espetáculo de música e dança no “baile da saudade” (também chamado de “baile da terceira idade” pelos que não frequentam o lugar), ao mesmo tempo em que acompanham a evolução das conquistas.
Enfim, um filme para se dançar junto.

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